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Agrônomo nu que agrediu funcionários de hotel é solto sob fiança

O engenheiro agrônomo de 36 anos preso em flagrante no último domingo (10) após ficar nu, quebrar equipamentos e agredir dois funcionários de um hotel na Avenida Calógeras, Centro, em Campo Grande, obteve liberdade provisória na manhã desta terça-feira (12). A decisão foi tomada pelo juiz Francisco Soliman durante audiência de custódia.

Na decisão, o juiz afirmou que as imagens das câmeras de segurança mostram um “absoluto descontrole de comportamento” do autor. Apesar disso, ele considerou que a imposição de medidas cautelares diversas é suficiente para vincular o agrônomo à ação penal, sem necessidade de prisão preventiva.

O magistrado fixou fiança no valor de R$ 6.484,00, equivalente a quatro salários mínimos. O prazo para o recolhimento é de cinco dias, sob pena de revogação da liberdade. O alvará de soltura foi expedido.

O caso teve início por volta das 22h15. O engenheiro estava hospedado no hotel e foi ao saguão apenas de bermuda, fumando. Ao ser advertido por uma recepcionista de 28 anos de que a prática era proibida no local, ele respondeu: “Eu fumo onde eu quiser” e entrou no elevador.

Em seguida, o hóspede retornou completamente nu e passou a atacar a jovem e outro recepcionista, um homem de 31 anos, com socos e chutes. Durante as agressões, o agrônomo arremessou um monitor de computador contra uma das vítimas, que sofreu um corte no supercílio, e também quebrou um teclado.

Os dois funcionários correram até uma base da Polícia Militar na Rua 26 de Agosto para pedir socorro. Quando a guarnição chegou ao hotel, encontrou o autor saindo do elevador no andar térreo. Ele desobedeceu à voz de abordagem, resistiu à prisão e partiu para agressão física contra os policiais militares, sendo contido à força e algemado.

Encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, o agrônomo foi indiciado pelos crimes de lesão corporal dolosa, dano qualificado e resistência. Formalmente interrogado pela Polícia Civil, ele exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Operação contra desvio apreende dinheiro

Em outra ocorrência em Campo Grande, uma operação contra desvio de recursos públicos no programa tapa-buraco apreendeu R$ 429 mil em dinheiro vivo. A ação resultou na prisão do ex-secretário de obras Rudi Fiorese, que foi exonerado do cargo na Agesul após a operação.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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