O amazonense Caio Michele Coutinho, de 27 anos, está prestes a realizar um dos maiores sonhos de sua carreira: representar o Brasil em um dos campeonatos mais prestigiados do cenário competitivo de Counter-Strike 2, o PGL Major Astana 2025, que ocorre entre os dias 7 e 18 de maio, no Cazaquistão.
Treinador principal da equipe Oddik, Caio embarca no próximo dia 5 de maio para a Alemanha, onde cumpre agenda prévia com o time, antes de seguir rumo à capital cazaque, Astana. Lá, ele e sua equipe enfrentarão algumas das maiores potências mundiais dos esportes eletrônicos, como Natus Vincere, G2, FURIA, MIBR, Spirit, Pain, Astralis e Virtus.pro. Ao todo, o torneio distribuirá uma premiação de US$ 1,25 milhão.
“Conseguir essa vaga já é uma conquista enorme. Vencemos a qualificatória online, superando times como Fluxo, Bestia e viramos um 2 a 0 contra a Imperial, fechando em 3 a 2. Foi uma vitória emocionante”, destaca Caio.

A classificação veio após uma virada histórica contra a Imperial, tradicional equipe brasileira, durante o classificatório fechado sul-americano, em abril. A Oddik perdia por 2 a 0 na série melhor de cinco, mas venceu os três mapas seguintes e garantiu a única vaga disponível para a região no mundial. O feito foi amplamente repercutido pela imprensa especializada, como nos portais Dust2 Brasil e Draft5.
Embora esteja na Oddik há pouco mais de um ano, Caio ocupa a função de treinador principal há apenas três meses. Nesse curto período, tem conseguido aplicar sua filosofia de jogo, refletida no desempenho ascendente da equipe.
“Acredito que conseguimos imprimir bem nossa identidade de jogo. O time tem respondido bem e os resultados falam por si. Minha expectativa é chegar aos playoffs. O torneio será realizado em uma arena tradicional de esportes, o que aumenta ainda mais a responsabilidade e a emoção.”
Desafios, preparação e orgulho em representar o Amazonas
Caio reconhece os desafios enfrentados por quem vem da região Norte, tanto em termos logísticos quanto de infraestrutura. Para ele, disputar uma competição desse porte é uma forma de superar barreiras e inspirar outros jovens do Amazonas.
“É muito gratificante poder representar meu estado em um campeonato mundial. Vindo de uma realidade onde a internet é instável e a distância é um fator, isso mostra que é possível chegar lá com esforço e dedicação.”

A preparação para o torneio incluiu mais de um mês de treinos, focando especialmente na parte tática. Após uma série de viagens e competições, o time voltou ao Brasil recentemente e tem se preparado de forma remota.
“Estar com a família ajuda o jogador a se equilibrar emocionalmente. Estamos nos preparando bem, mesmo com a intensidade controlada. A viagem será longa, com 40 horas de deslocamento e 10 horas de fuso, então também estamos atentos à questão do jet lag.”
Planos futuros: constância e consolidação internacional
Além de buscar uma boa campanha em Astana, Caio já mira o futuro. O objetivo é manter a equipe em alto nível, participando com frequência de campeonatos internacionais.
“Já competimos na Europa e nos Estados Unidos, e sabemos o quanto isso é importante para o crescimento do time. Nosso plano é criar uma base sólida para seguir representando o Brasil lá fora com constância. Isso é o mais importante para todos nós.”















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