Um novo conjunto habitacional popular com 1.264 casas será construído na região das Moreninhas, em Campo Grande. O projeto prevê receber mais de 3,2 mil moradores e gerar até 350 empregos durante o pico das obras. A informação foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (6) e assinada pela diretora-presidente da Planurb, Berenice Maria Jacob Domingues.
O empreendimento, chamado de Água Branca, foi incluído no programa Habita+CG, criado pela prefeitura para aumentar a oferta de moradias populares e reduzir o déficit habitacional da capital. Os dados constam no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), que será debatido em audiência pública marcada para junho.
O residencial ocupará uma área de 457 mil metros quadrados, perto do Parque Jacques da Luz, no bairro Moreninha. Cada casa terá 43,85 m², com dois quartos, sala, cozinha e banheiro, em lotes individuais de 200 m². O projeto inclui unidades adaptadas para pessoas com deficiência.
De acordo com o estudo, o público-alvo são famílias com renda entre R$ 1,8 mil e R$ 3,2 mil, faixa do Minha Casa, Minha Vida Faixa 1. Pessoas cadastradas no CadÚnico que ainda não conseguiram moradia também poderão ser atendidas. Entre os perfis estão solteiros, casais sem filhos, idosos independentes e famílias que pagam aluguel ou dividem casa com parentes.
A projeção do EIV indica que o conjunto pode trazer cerca de 2,9 mil novos moradores para a região, considerando que parte dos futuros residentes já vive nas Moreninhas. Na fase inicial da obra, a expectativa é contratar 80 trabalhadores, número que pode subir para 350 entre o nono e o décimo sétimo mês de construção. A previsão total é de 30 meses para a infraestrutura e 24 meses para as moradias.
Além das casas, o projeto prevê rede de água, esgoto, iluminação pública, drenagem, pavimentação asfáltica, arborização e calçadas. Também serão construídas duas bacias de retenção de águas pluviais e quatro áreas públicas para equipamentos comunitários, somando quase 50 mil metros quadrados.
O estudo destaca que a região já tem estrutura consolidada, com UPA, escolas municipais, terminal de ônibus, universidade, bancos, parque esportivo e comércio variado. As Moreninhas surgiram nos anos 1980 como “bairro dormitório”, mas hoje funcionam como uma centralidade urbana própria da capital.
Na mobilidade, o empreendimento prevê novos acessos por vias existentes e a futura implantação da Rua Ivatuva, considerada estratégica para a ligação viária. O estudo calcula que o residencial pode acrescentar mais de 600 carros e 600 motos à circulação do bairro.
O Habita+CG foi criado pela Lei Complementar 551 de 2025. Uma das regras determina que pelo menos 10% das unidades sejam destinadas a famílias cadastradas na Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários).
A audiência pública sobre o EIV será realizada em 15 de junho, às 18h, na Escola Municipal José Mauro Messias da Silva, na Rua Ivo Osman Miranda, 13, na Moreninha. Também haverá transmissão pelo YouTube da Planurb.
