A defesa do ex-deputado Roberto Razuk Filho (sem partido), o Neno, informou que aguarda a notificação formal do mandado de prisão para tomar alguma medida judicial. O advogado Ricardo Souza Pereira declarou que seu cliente não foi preso até o momento e que não teve acesso ao mandado de prisão.
Pereira afirmou que a decisão de Neno se entregar deliberadamente às autoridades policiais é de foro íntimo, mas não houve manifestação até agora. “Quando eu tiver acesso e passar para ele, ele deve tomar uma decisão”, disse o advogado. A defesa afirmou não saber onde o ex-deputado está: se em sua casa em Dourados, em Campo Grande, ou se estaria viajando ou fora do país.
Na manhã desta quinta-feira, equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estiveram nos dois endereços do ex-deputado, mas ele não foi localizado. Segundo o advogado, somente após ler os termos da decisão que determinou a prisão e o mandado é que se poderá configurar o réu como foragido ou não. Pela lei brasileira, um mandado de prisão em aberto não configura automaticamente essa condição ao réu.
Operação Successione
Alvo de fases da Operação Successione desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria em liberdade. Em maio, após a recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa. Sem o cargo, ele deixou de ter as proteções institucionais de deputado estadual, incluindo o foro por prerrogativa de função.
Além da condenação, o ex-deputado estadual é réu na quarta fase da Successione, realizada em 25 de novembro de 2025. A ação prendeu o pai e dois filhos do clã Razuk. Apenas a filha e a esposa de Roberto Razuk foram poupadas pela operação.
