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Estelionatário com 13 cartões é preso após comprar cães com cheque furtado

Estelionatário com 13 cartões é preso após comprar cães com cheque furtado

Saturnino Alves de Lima, conhecido como “Tatu”, foi preso no sábado (2) na região central de Campo Grande com 13 cartões bancários e de crédito em nome de terceiros. O homem, que tem passagens criminais desde a década de 1980, já foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por estelionato e furto no Bairro Jardim Jóquei Club.

Entre os crimes atribuídos a ele está o uso de um cheque furtado para comprar filhotes de cachorro. Conforme a denúncia da 61ª Promotoria de Justiça, no dia 28 de janeiro de 2011, Saturnino foi até a casa de uma mulher que anunciava a venda de filhotes da raça Pinscher em um jornal. Ele negociou dois cães por R$ 400 e pagou com uma lâmina de cheque em nome de terceiro.

A vítima só percebeu o golpe ao tentar depositar o valor no banco, quando descobriu que a folha era produto de furto. Além do prejuízo com os animais, a mulher notou o sumiço de um cartão magnético que estava sobre a estante da sala, levado pelo estelionatário durante o atendimento na residência. Saturnino foi localizado e preso pela Polícia Militar por causa de um mandado de prisão em aberto. Na abordagem, os policiais encontraram o cartão da vítima com ele. Na delegacia, ele confessou os crimes e disse que os filhotes morreram de leishmaniose meses depois.

Em novembro do ano anterior, ele já tinha usado o mesmo método para comprar um filhote de bulldog inglês no valor de R$ 2,2 mil. O golpe também foi descoberto quando a vítima foi ao banco. Saturnino foi reconhecido por foto e denunciado pelo MPMS. Ele foi condenado apenas no caso do pinscher, a um ano de reclusão em regime semiaberto. No processo do bulldog não há sentença.

Ficha criminal

Os registros no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) mostram que “Tatu” comete crimes desde 1987, quando há os primeiros registros de furto. Em 1991, aparece o primeiro processo de estelionato. Seis anos depois, ele foi condenado a 2 anos e 6 meses por receptação e uso de documento falso. Em 2002, respondeu por apropriação indébita e falsa identidade, com punibilidade extinta. No mesmo ano, foi condenado por falsidade ideológica e furto. Em 2006, recebeu sentença de 5 anos e 6 meses por furto.

Em 2008, há registro de estelionato, furto qualificado e falsa identidade. Em 2012, duas condenações: uma de 2 anos em regime fechado por furto e outra de 1 ano por estelionato. Em 2013, os processos são de violência doméstica e furto qualificado, este último suspenso. Em 2014, há três registros de furto, com uma absolvição e duas condenações, além de um caso de estelionato com sentença de 1 ano e 2 meses.

Última prisão

Na madrugada de sábado, Saturnino foi flagrado pela GCM (Guarda Civil Metropolitana) dirigindo embriagado. Ele foi abordado após fazer uma conversão proibida da Avenida Afonso Pena para a Avenida Ernesto Geisel. Os guardas notaram sinais de embriaguez, como odor etílico, fala desconexa e olhos avermelhados. Havia um copo com bebida alcoólica dentro do veículo. O motorista recusou fazer o teste do bafômetro e não tinha CNH.

Na revista, os agentes encontraram uma carteira com CNH em nome de outra pessoa, R$ 200 em dinheiro, um celular e os 13 cartões bancários. A Polícia Civil apreendeu o material. Saturnino foi preso em flagrante e teve cumprido um mandado de condenação por furto já transitado em julgado. O juiz Albino Coimbra Neto concedeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança de R$ 2 mil, mas, por causa do mandado de prisão decorrente da condenação, ele permanecerá recolhido em regime fechado.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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