O mecânico de caminhão Éder Henrique da Silva, morador da região do Paulo Coelho Machado, em Campo Grande, teve cerca de 30 metros de pedra furtados de um terreno onde guardava material para construir a casa própria. O material desapareceu após dois anos de esforço, durante os quais ele aceitou doações e economizou para realizar a obra.
Segundo Éder, o terreno foi adquirido pela família há aproximadamente dois anos. A intenção era iniciar a construção assim que a situação financeira permitisse. “Foi uma tristeza muito grande. A gente foi conseguindo as coisas aos poucos. Muita coisa foi doação. Não era material sobrando, era material que tinha destino, que era a nossa casa”, afirmou.
Ele explicou que tijolos e sacos de cimento puderam ser armazenados em outro endereço. Já a areia e a pedra precisaram ficar no terreno por falta de local adequado para guardá-las. Durante todo esse período, ninguém mexeu nos materiais. A surpresa veio quando ele retornou ao local neste mês.
“Quando cheguei, vi que tinham entrado lá e levado tudo. Para retirar aquela quantidade de pedra não foi uma pessoa com carrinho de mão. Entraram com maquinário e caminhão”, relatou.
O prejuízo financeiro ainda não foi calculado, mas Éder afirma que o maior impacto foi emocional. “Quem tem condição compra de novo. Mas para quem passa dois anos tentando construir uma casa, cada caminhão de material representa meses de esforço. O que dói é olhar para aquilo e lembrar que teve gente que ajudou, que doou, que torceu pela gente.”
Na tentativa de descobrir o que aconteceu, ele procurou vizinhos e buscou imagens de câmeras de segurança da região, mas não conseguiu acesso a registros que mostrassem a retirada do material. Ele chegou a iniciar um registro pela Delegacia Virtual, mas foi informado de que precisaria procurar uma unidade policial presencialmente por se tratar do furto de material de construção. Até o momento, o boletim de ocorrência ainda não foi formalizado.
“Se fizeram isso comigo, podem fazer com qualquer pessoa. O que mais revolta é que não levaram apenas pedra. Levaram parte de um sonho que a gente estava construindo há dois anos”, concluiu.
