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INSS convoca aposentados para pente-fino em 2026; veja quem entra

Revisão atinge principalmente benefícios por incapacidade, mas há regras de dispensa e prazos que o segurado precisa conhecer
INSS convoca aposentados para pente-fino em 2026; veja quem entra

O INSS continua em 2026 aplicando o chamado pente-fino em benefícios por incapacidade, convocando segurados para perícia revisional que confirma se as condições de saúde que justificaram o pagamento ainda estão presentes. A revisão atinge principalmente o auxílio por incapacidade temporária e a aposentadoria por incapacidade permanente, segundo informações dos veículos Fato Paulista e Seu Crédito Digital.

A convocação não significa corte automático do benefício. Trata-se de uma etapa em que o segurado precisa comprovar, com documentos médicos atualizados, que a incapacidade persiste. Ao final da perícia, o INSS pode manter o pagamento, prorrogá-lo, encerrá-lo ou encaminhar o beneficiário para reabilitação profissional, quando há possibilidade de retorno ao mercado de trabalho.

Quem entra na lista de convocados

Segundo o Fato Paulista, são alvo prioritário do pente-fino os segurados que recebem benefício por incapacidade há dois anos ou mais sem ter passado por perícia revisional nesse intervalo. O Seu Crédito Digital acrescenta que a revisão também pode ser motivada por necessidade de atualização cadastral ou por identificação de alguma inconsistência pelo próprio instituto, não havendo um único critério que explique toda convocação.

A comunicação chega ao segurado por carta ou por edital público, o que reforça a necessidade de manter o endereço atualizado junto ao INSS. Quem muda de cidade ou de residência e não atualiza o cadastro corre o risco de perder o prazo de resposta sem sequer saber que foi chamado.

Quem está livre da revisão periódica

A legislação prevê dispensa da perícia periódica para dois grupos. O primeiro reúne aposentados por incapacidade permanente com 60 anos ou mais. O segundo abrange segurados com 55 anos ou mais que já acumulam pelo menos 15 anos de recebimento contínuo do benefício, contando desde a concessão da aposentadoria ou do auxílio que a antecedeu.

Essa isenção, porém, não é absoluta. O Seu Crédito Digital destaca que mesmo segurados dispensados da revisão periódica podem ser chamados em situações excepcionais, como suspeita de fraude, pedido do próprio beneficiário ou necessidade de verificar direito a adicionais específicos. A idade avançada, isoladamente, não garante proteção definitiva contra qualquer tipo de convocação.

Como agendar a perícia e quais documentos levar

O agendamento da perícia médica revisional é feito pela Central 135, canal telefônico oficial do INSS. Ignorar a convocação é o principal risco apontado pelas duas reportagens: a ausência sem justificativa pode levar à suspensão do pagamento até que o segurado regularize a situação.

No dia marcado, é necessário apresentar documento de identificação com foto, CPF e toda a documentação médica relacionada ao problema de saúde, de preferência em vias originais. Isso inclui laudos, exames, receitas e relatórios que mostrem o diagnóstico, o tratamento realizado e as limitações que a condição impõe para o trabalho. Quanto mais completo e recente o histórico, maior a chance de uma avaliação favorável, embora nenhum documento isolado garanta, por si só, a manutenção do benefício.

BPC segue regra própria de revisão

O Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de baixa renda, não é um benefício previdenciário e por isso não passa pelo mesmo tipo de perícia médica revisional dos benefícios por incapacidade. Conforme o Seu Crédito Digital, o BPC tem revisão periódica própria, que verifica a manutenção das condições socioeconômicas e a atualização dos dados no Cadastro Único (CadÚnico).

Famílias que recebem o BPC precisam manter o CadÚnico em dia e informar mudanças na composição familiar ou na renda. Para a pessoa com deficiência, pode haver ainda avaliação específica sobre a condição que originou o benefício.

Decisão do STF reforça regras do processo

Em maio de 2026, o Supremo Tribunal Federal definiu que o INSS pode cancelar administrativamente benefícios concedidos por decisão judicial, mas apenas se respeitar o devido processo administrativo, o que inclui a realização de nova perícia médica antes de qualquer suspensão. A decisão, segundo o Fato Paulista, reforça a legalidade das revisões ao mesmo tempo em que protege o segurado contra cortes sem contraditório.

Em agosto de 2026, o instituto também reiterou as regras do auxílio por incapacidade temporária, benefício que exige comprovação por perícia médica de incapacidade para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos.

O que fazer a partir de agora

Quem recebe benefício por incapacidade deve conferir periodicamente se há correspondência do INSS pendente e manter endereço e telefone atualizados no cadastro do instituto. Reunir com antecedência laudos, exames e relatórios médicos recentes evita correria caso a convocação chegue.

Se o segurado discordar do resultado da perícia, existem mecanismos administrativos de contestação, que exigem reunir documentação capaz de demonstrar que o direito ao benefício continua válido. A revisão, reforçam as fontes consultadas, é instrumento de verificação, não sinônimo de corte automático, mas ignorar a convocação é o erro que mais coloca o pagamento em risco.

Fontes consultadas

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