Um jovem de 26 anos foi preso pela morte de Paulo Cezar Martins de Oliveira, de 48 anos, ocorrida no sábado (2) na Vila Marli, em Campo Grande. Ele afirmou que agrediu a vítima após ela ameaçar seu filho, de 2 anos.
Segundo o investigado, João Victor Mendonça de Deus, a vítima, conhecida como “Paraguai”, se aproximou da família enquanto estavam sentados em frente a uma barbearia. Testemunhas disseram que o homem aparentava estar embriagado e com comportamento agressivo.
De acordo com o relato do suspeito, a vítima teria dito frases como “me dá esse guri” e que iria bater no menino. Também teria colocado a mão na cintura, como se estivesse armado, e afirmado que “iria explodir” as pessoas no local.
O suspeito afirmou que o filho se aproximou dizendo que estava com medo. Ele então se levantou e ficou na frente da criança, pedindo que o homem fosse embora. Inicialmente, sustentou que a vítima deixou o local e caiu ao dobrar a esquina, batendo a cabeça no chão.
Mais tarde, o jovem admitiu que arremessou uma pedra na direção da vítima, mas disse não saber se a atingiu. Ele declarou também que não viu qualquer arma com o homem.
Imagens de câmera de segurança mostram uma dinâmica diferente. No vídeo, Paulo passa pela rua, interage rapidamente e segue caminhando. O suspeito se levanta, pega pedras e as arremessa contra ele, acertando a cabeça na terceira tentativa, momento em que a vítima cai.
Mesmo ferido, Paulo conseguiu ir para casa, onde foi encontrado morto horas depois. Ele apresentava sangramento no rosto, próximo ao nariz e à boca, além de marcas arroxeadas na face.
Familiares relataram que a vítima fazia uso frequente de bebida alcoólica e, quando estava sob efeito, costumava importunar pessoas com brincadeiras e falas sem sentido. Na versão do suspeito, essas falas teriam incluído ameaças ao filho dele.
Após o crime, o autor fugiu com a família e foi localizado no domingo (3), em uma chácara na zona rural de Sidrolândia. Ele foi preso pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) e segue à disposição da Justiça. O caso é investigado como homicídio.
