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Nelsinho defende diplomacia e vê impacto limitado em MS com tarifa dos EUA

O senador Nelsinho Trad (PSD) defendeu cautela e diálogo diplomático diante da proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) e ainda passará por consulta pública, audiências e decisão final, com prazo previsto até 15 de julho de 2026.

Presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) do Senado, Nelsinho afirmou que o Brasil precisa agir com responsabilidade e basear suas ações em informações concretas. Ele participou de reunião interna da comissão nesta terça-feira (2) para discutir os desdobramentos da relação entre os dois países.

“A proposta apresentada pelos Estados Unidos no âmbito da Seção 301 merece atenção e acompanhamento próximo por parte do Brasil. O processo ainda passará por consulta pública, audiência e decisão final”, disse o senador. Ele ressaltou que ainda é cedo para dimensionar os efeitos da medida sobre a economia brasileira.

Nelsinho destacou que a prioridade da comissão será ouvir produtores, empresas e entidades representativas para construir uma atuação baseada em dados técnicos. “Precisamos saber qual produto pode ser atingido, qual o código tarifário, qual contrato está em risco”, declarou.

O parlamentar lembrou que o Congresso Nacional já possui canais de interlocução abertos com autoridades norte-americanas. Em 2025, ele liderou uma missão suprapartidária do Senado aos Estados Unidos. Uma nova missão não está descartada, mas dependerá da consolidação de informações sobre os impactos reais da medida.

Questionado sobre a possibilidade de o Brasil responder com a Lei da Reciprocidade Econômica, Nelsinho adotou tom cauteloso. “Retaliação sem estratégia pode aumentar o problema para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros”, afirmou.

Impactos em Mato Grosso do Sul – Em análise preliminar, Nelsinho avaliou que os principais produtos exportados pelo estado para os Estados Unidos não devem sofrer impactos diretos significativos. Ele destacou que alguns itens estratégicos ficaram fora da lista de produtos sujeitos à nova tarifa.

O senador ressaltou, no entanto, que eventuais efeitos sobre a economia brasileira podem atingir indiretamente toda a cadeia produtiva nacional, incluindo o agronegócio sul-mato-grossense. “Um contexto nacional afeta todo o setor do agronegócio”, observou.

Nelsinho afirmou que parte das justificativas apresentadas pelo governo americano não condizem com a realidade brasileira. “Existe um caminho da diplomacia, do diálogo e da contradita para tentar convencer aqueles que colocaram situações que não correspondem à verdade no Brasil”, disse. Para ele, o momento exige atuação institucional. “Não é uma pauta de governo ou de oposição. É uma pauta de Estado”, concluiu.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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