Portal R5»Notícias»OK, o usuário pede um título jornalístico com base em informações fornecidas. Vamos analisar: ele quer algo atraente, claro e otimizado para SEO, com no máximo 60 caracteres. O título original é “alcolumbre sigilo lulinha” e a descrição fala sobre incêndi

OK, o usuário pede um título jornalístico com base em informações fornecidas. Vamos analisar: ele quer algo atraente, claro e otimizado para SEO, com no máximo 60 caracteres. O título original é “alcolumbre sigilo lulinha” e a descrição fala sobre incêndi

A situação não é favorável para o início da campanha de Lula à reeleição. Seu entorno demora para reconhecer os fatores negativos e agir de forma coordenada, no governo e na política. Na verdade, falta um coordenador com ascendência sobre o presidente. O que mais se ouve entre auxiliares e aliados é que ele tomará todas as decisões importantes, no seu tempo.

Enquanto isso, a CPMI do INSS vai se transformando na CPMI do Lulinha. A interlocução com o Congresso, já ruim, se deteriora. A definição sobre quem fica no governo e quais serão os candidatos apoiados pelo presidente em cada estado acontece em ritmo intermitente, sem direção clara.

Ontem, Lula se reuniu com as pessoas que devem compor seu palanque em São Paulo, estado-chave para a eleição. Tudo caminha para que Fernando Haddad dispute o governo. Simone Tebet deve ser a candidata de Lula ao Senado. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que deve ser confirmado na chapa à reeleição, pode atuar como coordenador da campanha de Lula e de Haddad no estado.

Se confirmado esse arranjo, Lula terá dado, a menos de um mês do prazo final, o pontapé inicial da montagem de seu quadro de candidatos no país. Esta é uma variável importante em uma eleição polarizada, que tende a ser disputada voto a voto.

A oposição já está mais adiantada na costura de alianças, como ficou claro com o mapa esboçado por Flávio Bolsonaro na semana passada. Ainda há discordâncias na direita, mas as conversas começaram há mais tempo e envolvem vários partidos.

O ano começou com desgaste na avaliação de Lula, já medido em pesquisas públicas e internas. Não foi só o episódio do carnaval. Contribui para o aumento da rejeição a impressão de que os escândalos do INSS e do Master são da alçada do Executivo.

Este é outro problema que ele e sua equipe demoram a enfrentar. É difícil entender como Lula volta de viagem ao exterior, encontra vários problemas e não se reúne com os presidentes da Câmara e do Senado para tentar resolvê-los. De pouco adianta dizer em entrevista que, se o filho tiver de dar explicações sobre o INSS, que dê.

A ideia de associação da sua família a escândalos passados está presente em parte do eleitorado. Episódios como esse reativam essa questão. Subestimar o efeito desse tipo de assunto é um erro.

Davi Alcolumbre já enviou pelo menos dois recados de que está insatisfeito com o governo e quer ser chamado a conversar. Não se trata de atender a mais demandas do presidente do Congresso, que já tem postos e vantagens. Mas não ter um canal constante de diálogo com o comando do Legislativo pode ser um problema para um governo que não tem maioria.

Tudo isso resulta em um quadro em que o Planalto é pego de surpresa com derrotas. Não controla nem a agenda dos projetos que pretende defender na campanha eleitoral, como o fim da jornada 6×1 e a PEC da Segurança. Ambos dependem mais do presidente da Câmara, Hugo Motta, do que de Lula e seus ministros.

Avatar photo

Sobre o autor: Sofia Almeida

Ver todos os posts →