O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou duas operações de crédito que somam R$ 150 milhões para o Grupo Cerradinho, controlador da Neomille. A empresa produz etanol de milho, DDG, óleo de milho e bioeletricidade em Maracaju, no sudoeste de Mato Grosso do Sul. Os recursos financiarão a aquisição de máquinas, equipamentos, tecnologias e bens de capital inovadores.
O financiamento fortalece a cadeia do etanol de milho em Mato Grosso do Sul, que se tornou um dos principais polos brasileiros do segmento. Na safra 2025/2026, o Estado produziu 2,128 bilhões de litros do biocombustível. Esse volume equivale a 20,92% dos 10,173 bilhões de litros fabricados no país, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O desempenho coloca o Estado como o segundo maior produtor nacional de etanol de milho, atrás apenas de Mato Grosso.
As operações fazem parte do programa BNDES Mais Inovação, voltado ao financiamento de projetos de inovação tecnológica, digitalização e modernização industrial. O primeiro crédito, de R$ 50 milhões, foi aprovado para a Neomille S.A. e financiará a aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos com características inovadoras, todos credenciados pelo BNDES.
A segunda operação, de R$ 100 milhões, envolve a Cerradinho Bioenergia S.A. e a própria Neomille. Os recursos serão usados na compra de bens de capital inovadores, incluindo equipamentos industriais e agrícolas com tecnologia nacional. “São investimentos em tecnologia nacional que buscam eficiência energética e redução das emissões de carbono”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A unidade da Neomille em Maracaju iniciou as operações em janeiro de 2024 e teve a primeira fase inaugurada oficialmente em junho do mesmo ano. Instalada em uma área de 115 hectares, a planta representa um dos principais investimentos recentes na cadeia do etanol de milho em Mato Grosso do Sul. Na primeira etapa, o empreendimento recebeu investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão.
A usina tem capacidade para produzir 275 milhões de litros de etanol por ano, além de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), óleo de milho e bioeletricidade. A unidade emprega cerca de 150 trabalhadores diretos e gera aproximadamente 600 empregos indiretos.
