No início de maio de 2026, a startup brasileira Enter se tornou o primeiro unicórnio de inteligência artificial (IA) do Brasil, com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. A Enter é uma legaltech, empresa que oferece soluções tecnológicas para o mercado jurídico, como automação de contratos, ciência de dados aplicada ao direito e IA. É a terceira legaltech no mundo a atingir esse status, atrás da americana Harvey e da sueca Legora.
O time de fundadores da Enter combina conhecimento jurídico e tecnologia. A empresa foi fundada por um advogado e dois ex-executivos da Wildlife, empresa de jogos para dispositivos móveis. Essa configuração é similar à da Harvey, fundada por um advogado e um ex-pesquisador do DeepMind, laboratório de IA do Google. O advogado cofundador da Enter, Mateus Costa-Ribeiro, ingressou na Faculdade de Direito aos 14 anos e obteve o título da OAB aos 18. Aos 19, foi o mais jovem do mundo a ingressar no programa de mestrado em Direito da Universidade de Harvard.
O sistema jurídico brasileiro é um dos mais complexos do mundo, com muitas leis e influência crescente de precedentes. O país gasta cerca de 1,6% do PIB com o Judiciário, mais que o triplo da média de países emergentes (0,5% do PIB) e mais que cinco vezes o gasto de países desenvolvidos (0,3% do PIB). Os processos jurídicos são de natureza consultiva, transacional ou contenciosa. Em maio de 2026, a Enter foca em soluções de IA para processos contenciosos, já que o Brasil é um dos países mais litigiosos do mundo.
A Enter adota um modelo de negócio baseado em “IA segmentada por indústria” ou “IA vertical”, voltado para problemas específicos do sistema jurídico brasileiro. A receita combina pagamento antecipado pelo uso da tecnologia e uma parcela variável ligada ao desempenho. Esse modelo alinha os interesses dos clientes em resolver litígios com os objetivos financeiros da empresa. A Enter cria valor ao usar IA para problemas contenciosos e captura valor por meio de acesso à tecnologia e resultados.
O mito do “projeto salvador”
A tramitação de propostas legislativas no Congresso Nacional frequentemente é acompanhada por narrativas que ultrapassam a análise técnica e adentram campos simbólicos. Muitas vezes, essas propostas são apresentadas como soluções definitivas para problemas complexos, o que pode gerar expectativas irreais. É importante que a sociedade avalie tais projetos com base em dados e evidências, evitando simplificações que ignoram a realidade multifacetada do país.
Vidas no tempo: Kevin Birth e Laerte Sznelwar
Kevin Birth, antropólogo, e Laerte Sznelwar, engenheiro, estudam a relação entre tempo e sociedade. Birth analisa como diferentes culturas percebem e organizam o tempo, enquanto Sznelwar foca no sincronismo entre marcadores temporais. Ambos buscam entender como as estruturas temporais afetam o trabalho e a vida cotidiana, destacando a importância de considerar essas dimensões em debates sobre produtividade e bem-estar.
A raiva e o que ela esconde
A raiva é uma das emoções mais mal compreendidas. Desde cedo, aprende-se que sentir raiva é feio ou perigoso, mas ela pode ser um sinal de algo mais profundo. A raiva muitas vezes esconde medo, frustração ou tristeza. Compreender suas causas pode ajudar a lidar com conflitos e promover diálogos mais saudáveis. Em vez de reprimi-la, é útil reconhecer o que a desencadeia e buscar formas construtivas de expressão.
O metabolismo urbano e seus limites
As cidades podem ser vistas como sistemas que consomem recursos e produzem resíduos, um conceito chamado metabolismo urbano. No entanto, esse processo tem limites. O crescimento urbano desordenado pode sobrecarregar infraestruturas e recursos naturais. Para garantir sustentabilidade, é necessário planejar cidades que equilibrem consumo e regeneração, reduzindo desperdícios e promovendo eficiência. Essa mudança de perspectiva é essencial para enfrentar desafios ambientais e sociais.
