Um ex-integrante do Corpo de Bombeiros Militar, de 46 anos, foi preso na noite desta quarta-feira (29), em Ponta Porã. Segundo a Polícia Militar, ele foi flagrado usando uma farda da corporação para cometer furtos. A abordagem ocorreu na zona rural do município, que fica a 313 quilômetros de Campo Grande. Os policiais reconheceram o suspeito por informações compartilhadas entre unidades.
De acordo com o boletim de ocorrência, o comandante da Companhia da Polícia Militar de Amambai estava a caminho de Ponta Porã com outros dois oficiais. Ele viu o homem vestido com a farda do Corpo de Bombeiros Militar. O oficial já havia recebido informações de que um ex-integrante usava o uniforme de forma irregular para furtar em uma cidade vizinha. Ele fez a abordagem inicial e pediu apoio de uma equipe da Polícia Militar.
Os policiais confirmaram a identidade do suspeito e o levaram à 1ª Delegacia de Polícia Civil. Durante a abordagem, ele apresentou um celular Redmi Note 15 ainda na embalagem original. Disse que foi ao município apenas para comprar o aparelho e que pagou R$ 250 por ele.
Na delegacia, os policiais pediram a entrega da farda e do telefone, porque o homem não apresentou nota fiscal nem outro comprovante de compra. Segundo o registro, durante a troca de roupas, ele escondeu o celular dentro do calçado e passou a negar que estivesse com o equipamento.
Ainda conforme a ocorrência, o suspeito afirmou que os policiais faziam acusações indevidas contra ele. Disse que denunciaria a equipe por suposto abuso de autoridade. Com a suspeita de que o aparelho havia sido ocultado, os militares fizeram uma revista e encontraram o celular dentro do calçado.
A farda do Corpo de Bombeiros Militar e o telefone celular foram apreendidos e entregues à Polícia Civil. O caso foi registrado como usurpação de função pública e será investigado.
Outro caso na região
Em outra ocorrência na fronteira, um policial paraguaio foi preso com 20 fuzis que seriam levados ao Rio de Janeiro. O caso também ocorreu em Ponta Porã e foi registrado pelas autoridades locais. As investigações seguem em andamento.
