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Jake Matthews: Tudo Acontece por uma Razão

O lutador australiano Jake Matthews afirmou que não se deixa abalar pela polêmica envolvendo sua última luta, ocorrida em novembro de 2025. No combate contra Neil Magny, Matthews achou que tinha vencido por finalização ainda no primeiro round. O árbitro chegou a interromper a luta, mas depois declarou que o round havia terminado e o combate deveria continuar. Matthews acabou perdendo por finalização no terceiro round.

“Assim que a luta terminou, olhando para trás, não foi a melhor situação, mas não há como voltar e mudar as coisas. Não temos uma máquina do tempo, então não fico remoendo isso”, disse Matthews. O australiano, de 32 anos, admitiu que a descarga de adrenalina foi forte quando pensou ter vencido. “A sensação de alívio quando você acha que ganhou uma luta é imensa. Conseguir me recuperar no segundo round e dominar como dominei me deixa orgulhoso.”

Matthews criticou a condução do caso. “Em retrospecto, eu deveria ter protestado e dito ‘não’. Deveria ter ficado no chão e dito que a luta tinha sido encerrada. A decisão deveria ter sido mantida, e caberia ao Neil recorrer. Mas somos lutadores: mandam a gente continuar, e a gente continua.”

O lutador afirmou que sua fé o ajudou a superar o ocorrido. Convertido ao Islã em 2023, Matthews disse que acredita que “tudo acontece por um motivo”. “Se eu ficar remoendo isso, vai ser prejudicial para minha vida familiar e para as próximas lutas. Então superamos e seguimos em frente.”

Preparação para nova luta

Matthews retorna ao octógono neste fim de semana, em Macau, contra Carlston Harris. Inicialmente, ele enfrentaria Muslim Salikhov, mas o adversário se lesionou. O australiano disse que manteve a rotina de treinos e confiou que um novo oponente apareceria. “Se era para eu lutar neste card, eu ia ter um adversário. Se não fosse, não teria. Isso me tira muito estresse.”

O lutador destacou que sua fé trouxe mais paz durante as semanas de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem dormir, estressados com o resultado. Eu sei que vou dar cem por cento durante a luta, fazer o que posso, e o resto está nas mãos de Deus. Até uma derrota pode trazer coisas boas no futuro.”

Matthews citou como exemplo sua luta contra Chidi Njokuani, em julho de 2025. “Fiquei doente durante aquela semana, meus pulmões não estavam bem. Mas segui em frente.”

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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