O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, aceitou a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul contra o militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos. Ele é acusado de atropelar e matar a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em Campo Grande.
Victor responderá por homicídio simples e por dirigir sob a influência de álcool. As penas máximas somadas podem chegar a 23 anos de prisão.
De acordo com a denúncia, o militar ingeriu bebida alcoólica durante a madrugada de 20 de junho e, mesmo assim, assumiu a direção da caminhonete Chevrolet S10. Para o Ministério Público, Victor “assumiu conscientemente o risco de morte” ao dirigir embriagado. Por isso, foi denunciado por homicídio simples, e não por homicídio culposo no trânsito.
Com o recebimento da denúncia, a ação penal entra na fase de instrução. Victor será citado para apresentar defesa por escrito em dez dias. Ao fim dessa etapa, o juiz decidirá se o acusado será pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
A investigação da Polícia Civil aponta que, antes da batida fatal, o militar teria se envolvido em outro acidente de trânsito e deixado o local. Em seguida, passou a trafegar em alta velocidade pela região central e avançou o sinal vermelho no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa. Ele atingiu a motocicleta conduzida por Miriam, que seguia para o trabalho.
Com a força do impacto, a vigilante foi arremessada por cerca de 50 metros e morreu ainda no local. A caminhonete só parou após atingir uma árvore, grades e a fachada de uma clínica particular.
Dentro do veículo, policiais encontraram uma garrafa de conhaque e latas de cerveja. Cerca de quatro horas após o acidente, Victor realizou o teste do bafômetro, que apontou 0,42 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Em depoimento, ele afirmou que consumia bebida alcoólica desde a madrugada e disse que avançou o sinal porque estaria fugindo de um motorista após uma discussão no trânsito.
