Em São Gabriel do Oeste, a morte de um menino de 8 anos, encontrado desacordado em casa na tarde de terça-feira (21), pode estar ligada a um “desafio” que envolve a inalação de desodorante aerossol. A causa oficial do óbito ainda não foi confirmada e depende dos exames periciais.
Segundo informações apuradas, a criança não tinha problemas de saúde conhecidos. A principal suspeita é que ela tenha inalado o gás de um desodorante aerossol, prática associada a desafios que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens. Essa hipótese, no entanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades.
O boletim de ocorrência relata que a mãe passou a manhã com o filho. Eles tomaram café da manhã e depois descansaram. Em certo momento, o menino pediu o celular para ver desenhos e, em seguida, voltou a se deitar, dizendo que estava com sono.
Enquanto preparava o almoço e fazia tarefas domésticas, a mãe deixou a criança descansando. Mais tarde, ao chamá-lo para se arrumar antes de ir para a casa da babá, percebeu que ele não respondia. Desesperada, ela saiu em busca de ajuda. Uma vizinha se ofereceu para levá-los de carro, mas, diante da urgência, as duas foram de motocicleta até o Hospital Municipal José Valdir Antunes de Oliveira, onde a morte foi declarada.
Na manhã de quarta-feira (22), a Prefeitura de São Gabriel do Oeste e a Secretaria Municipal de Educação divulgaram nota de pesar pela morte do estudante do 1º ano da Escola Municipal Nilma Glória Gerace Gazineu. A nota prestou solidariedade a familiares, amigos e à comunidade escolar.
A inalação intencional de desodorantes aerossóis representa um risco grave à saúde. Os gases desses produtos podem causar falta de oxigenação, alterações no ritmo cardíaco e parada cardiorrespiratória, mesmo em pessoas sem doenças prévias.
Especialistas orientam que pais e responsáveis conversem com crianças e adolescentes sobre os riscos de desafios compartilhados na internet. Recomenda-se também acompanhar o conteúdo consumido nas redes sociais, ficar atento a mudanças de comportamento e manter produtos em aerossol fora do alcance de crianças.
A causa da morte do menino só será confirmada após a conclusão dos exames periciais. Até lá, a suspeita de participação no desafio segue sem confirmação oficial.
