Campo Grande será palco, nos dias 4 e 5 de setembro, do 2º Fórum Sul-Americano de Integração da Rota Bioceânica. O evento reunirá empresários, investidores, representantes governamentais, instituições internacionais e especialistas. O objetivo é debater o futuro do corredor logístico que deve transformar o comércio entre a América do Sul e a Ásia.
A expectativa é consolidar Campo Grande como um dos principais centros de discussão sobre a integração continental e a atração de novos investimentos. Considerado o maior encontro empresarial voltado à integração da América do Sul, o fórum terá painéis temáticos, rodadas nacionais e internacionais de negócios, exposição de empresas e espaço para conexões entre participantes.
O evento está sendo promovido pela Prefeitura de Campo Grande. A programação reunirá representantes do setor produtivo, investidores, autoridades públicas e instituições ligadas aos países conectados pela Rota Bioceânica. O ambiente será voltado à geração de negócios e ao fortalecimento das relações comerciais na América do Sul.
Além dos debates, o encontro contará com rodadas de negócios, espaços para exposição empresarial e oportunidades de conexão direta entre empresas e mercados nacionais e internacionais. A proposta é aproximar investidores e empreendedores interessados nas oportunidades criadas pelo novo corredor logístico continental.
O que é a Rota Bioceânica
Também conhecida como RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio, a Rota Bioceânica é uma infraestrutura com mais de 2,4 mil quilômetros. Ela conecta os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rodovias que atravessam o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile.
No Brasil, Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, é a porta de entrada do corredor. A expectativa dos quatro países é que a nova ligação reduza em até 30% os custos logísticos e em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias destinadas ao mercado asiático. A comparação é com rotas tradicionais, como a passagem pelo Canal do Panamá. A rota deverá ampliar a competitividade das exportações brasileiras e facilitar a importação de produtos asiáticos.
Enquanto empresários discutem oportunidades de negócios em Campo Grande, as principais obras do corredor seguem avançando. A Ponte da Bioceânica, que ligará Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai, está na fase final de construção e tem conclusão prevista para setembro deste ano. A estrutura é considerada uma das obras mais importantes para consolidar a ligação rodoviária entre os países.
Outro avanço ocorre no Chaco paraguaio, onde já começou a aplicação da base asfáltica do terceiro trecho da rodovia PY15, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina. Com 224 quilômetros de extensão, esse é o último segmento ainda sem pavimentação em território paraguaio.
Mais do que um espaço para debates, o fórum foi concebido para aproximar empresas, investidores e governos interessados nas oportunidades abertas pela integração continental. A programação inclui painéis com grandes lideranças, rodadas de negócios nacionais e internacionais, apresentação de produtos, serviços e soluções inovadoras, estandes empresariais e networking estratégico.
Segundo a organização, empresas que se posicionarem desde agora estarão mais preparadas para aproveitar as transformações econômicas impulsionadas pela Rota Bioceânica. O projeto é considerado um dos mais importantes de integração logística da América do Sul e um dos principais vetores de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul nas próximas décadas.
