O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), deputado estadual Gerson Claro (PP), afirmou que o Estado vive um dos períodos mais relevantes de sua história recente no campo do desenvolvimento econômico. Segundo ele, esse avanço está ligado à construção de um ambiente de estabilidade política, segurança jurídica e diálogo institucional.
Para o deputado, esses fatores colocaram Mato Grosso do Sul na rota de grandes investimentos privados. Isso ampliou a geração de empregos, diversificou a economia e criou a necessidade de uma nova agenda de obras públicas e serviços essenciais. Em entrevista à Rádio Difusora, Gerson fez um balanço das atividades do Parlamento no primeiro semestre e disse que a Assembleia tem dado respaldo legislativo para o Governo do Estado manter o ritmo de investimentos em infraestrutura e desenvolvimento regional. Ele destacou a aprovação de autorizações para operações de crédito voltadas a obras estruturantes.
“O Estado cresce e esse crescimento gera necessidade de investimento. É como reformar a casa enquanto se continua morando nela. Não é possível parar tudo. Mato Grosso do Sul está sendo reformado enquanto continua funcionando, produzindo e crescendo”, comparou.
Mudança no perfil produtivo
Na avaliação do presidente da Alems, o Estado deixou de ser apenas fornecedor de matéria-prima para assumir posição mais estratégica na industrialização da própria produção. Ele citou a expansão da cadeia da celulose, o crescimento das usinas de etanol de milho, os investimentos em bioenergia e a chegada de novos segmentos industriais.
“Saímos de vender o boi em pé para beneficiar essa produção. Da cana passamos para o etanol, do milho para o etanol de milho. A celulose cresce, novas culturas chegam e a economia se diversifica”, afirmou.
O deputado também disse que o novo ciclo de desenvolvimento aumenta a responsabilidade do poder público. Grandes empreendimentos industriais provocam aumento populacional e pressionam a demanda por infraestrutura, habitação, saúde, educação, segurança pública e logística. Ele citou cidades como Inocência, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul como exemplos de municípios cuja realidade é modificada pelos investimentos privados.
“Um canteiro de obras com 13 mil trabalhadores muda completamente uma cidade. São milhares de pessoas chegando, precisando de moradia, escolas, atendimento de saúde, segurança e rodovias. O desenvolvimento exige planejamento permanente”, declarou.
Impacto social das obras
Gerson também destacou o impacto social dos investimentos públicos. Para ele, o valor de uma obra não está apenas na estrutura construída, mas nas mudanças que ela provoca na vida das pessoas. Como exemplo, citou a pavimentação de uma estrada na região de Sidrolândia, que reduziu o tempo de deslocamento dos moradores.
“Não é o asfalto em si que importa. É a vida das pessoas transformada. Quem antes levava quatro horas para chegar à cidade, muitas vezes atolando no caminho, hoje faz esse percurso em quinze minutos”, disse.
Prestação de contas
O presidente da Assembleia defendeu uma política baseada em resultados e prestação permanente de contas à sociedade. Segundo ele, o encerramento de mais um ciclo legislativo é oportunidade para avaliar avanços, reconhecer críticas e identificar desafios que permanecem.
“Não podemos nos conformar enquanto houver alguém esperando por um exame ou por uma vaga em hospital. Política não é para cuidar da vida pessoal de quem ocupa um cargo; é para cuidar da vida coletiva”, afirmou.
Gerson disse ainda que a gestão pública deve ter a capacidade de ouvir a população, os prefeitos e os vereadores, transformando críticas em aperfeiçoamento das políticas públicas. “Acho que ouvir é um dos maiores segredos da política. A gente cresce quando aprende com as críticas. Quem acredita ser dono da verdade deixa de evoluir”, concluiu.
Na avaliação do presidente, o momento vivido por Mato Grosso do Sul exige que Executivo, Legislativo, setor produtivo e municípios atuem de forma integrada para que o crescimento econômico seja acompanhado pela ampliação da infraestrutura, da qualidade dos serviços públicos e da melhoria das condições de vida da população.
