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Governo lança licitação para novo acesso às Moreninhas

Governo lança licitação para novo acesso às Moreninhas

O Governo de Mato Grosso do Sul publicou no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (1º) a licitação para asfaltar e construir uma ponte sobre o Córrego Lageado, no novo acesso à região das Moreninhas, em Campo Grande. A obra está orçada em R$ 57.980.488,49 e tem prazo de execução de dois anos.

O projeto prevê a aplicação de 73.107,05 m² de pavimentação e 6.022,88 metros de drenagem. A ponte terá 23,5 metros de extensão. Segundo o edital da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), a licitação será pelo critério de menor preço, com regime de empreitada por preço unitário. A abertura dos envelopes está marcada para o dia 20 de julho, às 8h30.

O novo acesso é visto como uma das principais obras de mobilidade da região sul da Capital. Hoje, os moradores das Moreninhas usam quase que exclusivamente a Avenida Gury Marques para entrar e sair do bairro. Para chegar à Avenida Guaicurus, precisam fazer um trajeto mais longo pela Avenida Costa e Silva. Com a obra, será criada uma ligação direta entre a Avenida Alto da Serra e a Rua Salomão Abdala, conectando também as avenidas Guaicurus, Rita Vieira e Eduardo Elias Zahran. A ideia é reduzir distâncias, distribuir o trânsito e facilitar o deslocamento de milhares de pessoas.

Parte da infraestrutura já está pronta nos fundos das Moreninhas, mas o trecho final está parado por depender da liberação de áreas particulares. A retomada das obras foi anunciada em dezembro do ano passado.

Impasse fundiário

Em janeiro de 2023, a Prefeitura declarou de utilidade pública 52 imóveis, a maioria na Rua Salomão Abdala, no Bairro Itamaracá, e em vias próximas do Jardim Campo Alto. Essas áreas são necessárias para a implantação do novo sistema viário. Alguns imóveis serão desapropriados por completo, enquanto outros perderão apenas parte do terreno para a abertura da pista.

Além da demora nas novas desapropriações, proprietários que tiveram imóveis atingidos em etapas anteriores mantêm ações na Justiça. Eles questionam os valores pagos pelo poder público e alegam que os terrenos foram subavaliados. Esse histórico de judicialização é um dos motivos que atrasam o andamento do projeto.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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